O vicio não é uma doença, é uma situação.
Qualquer vício tem uma componente psicológica e uma componente física, qualquer que seja o condicionalismo: álcool, drogas, jogo, tabaco, etc..
Todas as dependências, mesmo no caso de drogas altamente viciantes fisicamente como a heroína ou a cocaína, são sempre mais difíceis de lidar no campo psicológico do que no campo do vício físico. O que se passa é que embora ambos os sintomas físicos ou psicológicos sejam temporários, os físicos demoram sempre menos tempo a “sarar” do que os psicológicos. E isso diz muito sobre qualquer vício, diz que a “luta”, a real “luta”, está na mente. o fator psicológico é muito mais difícil de lidar por ser a gênese do problema, do vício, e implica uma entrega total da pessoa na realização do tomar de consciência e moral que geralmente é melhor gerido quando se envolve uma mudança de paradigma na vida pessoal.
Outra indicação que dá protagonismo à importância física e psicológica no tratamento de qualquer vício, é que ambos os factores só eliminam o vício quando são utilizados em uníssono, ou seja, quando ambos os factores físicos e psicológicos são tratados.
3 métodos naturais para eliminar vícios
1º passo – União com corpo
Limpe o seu sistema, sinta o seu corpo.
Se está com algum vicio, o mais certo é que experiencie algum tipo de debilidade física e mental derivada desse condicionalismo.
O que se passa é que o seu cérebro está habituado a uma sucessão de sinais químicos que são ativados nas sinapses no seu cérebro por ação química do vicio em si ou pela ação química resultante no seu cérebro devido ao vicio. Quando tenta largar um vício, o seu cérebro se recorda da habituação química e pede mais. Como consequência, indisposições como dores de cabeça, estômago, músculos, paranoia, ansiedade ou o simples mau estar geral podem ser experienciados.
A boa noticia é que tudo isto é sempre um efeito temporário, caso se decida a resolvê-lo. Se a habituação se prolongou bastante no tempo, ou o vicio tem características altamente viciantes como as drogas duras por exemplo, a desabituação pode ser um processo mais demorado, mas nunca impossível, nem nos piores casos.
Em regra geral, o seu cérebro necessita de pelo menos 3 semanas para eliminar todos os sinais de dependência fortes. Após cerca de um mês, a maior parte do mau estar e a confusão mental pára, e a partir dai é que começa a sua verdadeira luta (psicológica) com o seu vício, agora que a dependência física já está a desaparecer. A luta a possíveis recaídas, que podem acontecer, é normal e fazem parte do processo de cura.
A melhor maneira de combater qualquer vicio é manter um estilo de vida saudável. A nutrição adequada e exercício físico são muito seus amigos nessa altura, ou qualquer outra da sua vida. Meditação ou Ioga podem parecer demasiado, mas alguma prática pode ser das melhores opções que pode tomar para se afastar “realmente” dos vícios.
Pratique exercício físico, senta o prazer de uma boa refeição, saboreie os alimentos e adore a sua nova vida que pode bem ser o seu novo vicio, mas desta vez um que torna as pessoas mais forte e não mais fracas.
Comece já hoje a viver segundo esta nova ideologia. Livre-se de drogas, tabaco, álcool, jogo, ou qualquer outro vício.
Preparação para meditar.
Meditar pode ajudar a encontrar um objectivo mental, assim como permitir clareza de pensamento para fazer face a confusão mental que é normal quando deixa um vício. Permita se, enquanto lê este texto a entrar num estado mais calmo através desta prática fácil de meditação pela respiração.
Inspire e Expire muito lentamente para se preparar para entrar em estado de meditação. Elimine todos os pensamentos que lhe possam vir a cabeça enquanto respira calmamente e se concentra somente na sua lenta respiração.
Ao tentar deixar um vício é importante que se cerque de ideias positivas, tentando sempre ver o grande plano e as várias perspectivas das coisas. Não se martirize por erros ou falhas, estes são sempre lições disfarçadas, Mantenha um registo escrito por si das suas vitorias ou derrotas na sua luta contra qualquer vício. Isto é importante para se aperceber do seu desenvolvimento ao longo do tempo. Faça uso desta prática simples de meditação básica sempre que quiser, ou ache necessário. Na pausa do café, a meio da leitura de um livro, na fila do supermercado ou enquanto espera pelo autocarro.
A longo prazo irá sentir os benefícios da meditação, nomeadamente na seu aumento de autocontrole, na maior e melhor percepção do seu meio ambiente, incluindo outras pessoas, grupos, ideologias, intenções, assim como ligação e consciência aumentada a tudo o que se relacionar consigo.
Prepare-se para o segundo passo para eliminar qualquer vício.

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Oi! Há pessoas que estão tão fora da realidade (fora de contato com si mesmas – desejos, necessidades) que simplesmente parece que não conseguem diferenciar vontade legítima de vício; se algo a prejudica ou não. Não há contato com o próprio corpo. Este é meu caso. Compulsões, vícios… tudo pra fugir da realidade.. que visão difícil de aceitar, não?! Agora… este seu artigo me ajudou a admitir que vício é vício e é ruim, apesar de termos acostumado o corpo a desejá-lo tanto. Apesar disso, o problema central sei que é a fuga da minha realidade.. e isso eu tenho que enfrentar! Enfim, são todos problemas secundários, não é? Temos é que ‘segurar um pouco’ estes ou substituí-los por outros que façam menos mal.. até que consigamos suportar a realidade melhor. O inconveniente é que quanto mais eu falo nisso e entendo a situação, mais tenho menos confiança em mim mesma quando há uma recaída. É uma briga ‘eterna’ entre o ‘querer desesperadamente agora’ e o ‘se arrepender’ depois. Mas vou conseguir.. todos vamos. Aí podemos partir para os problemas centrais e resolvê-los saudavelmente! Obrigada pelo artigo.
Cara Rafa,
ao libertamo-nos dos nossos vícios ficamos mais fortes psicológica e fisicamente.
Por vezes parece que os esforços no bom caminho não têm relevância, mas passados uns anos sempre reparamos que a evolução foi mesmo real.
Toda a força para vencer os seus objetivos.